Vazão do equipamento não é vazão de renovação
Renovação é a introdução de ar exterior. Recirculação devolve ao ambiente ar que já estava no interior. Um split pode movimentar grande quantidade de ar sem fornecer uma vazão comprovada de ar exterior. Esses processos devem permanecer separados no dimensionamento e nas medições.
A ventilação ajuda a diluir fontes internas, mas precisa ser combinada com controle de fontes e filtragem apropriada. Aumentar a entrada de ar sem conhecer a condição externa pode acrescentar poluentes, calor e umidade. A solução deve definir onde captar, como tratar, distribuir e retirar o ar.
Identificar o critério aplicável
O cálculo considera finalidade do ambiente, ocupação, área, volume, fontes e requisitos específicos. Referências para conforto e para ambientes assistenciais podem adotar bases diferentes. Uma taxa por pessoa, uma vazão por área e uma taxa de trocas por hora não representam a mesma grandeza.
Quando o critério é expresso em trocas por hora, multiplicá-lo pelo volume fornece a vazão em m³/h. O volume deve ser consistente com as dimensões consideradas. A parcela de ar exterior precisa ser distinguida da insuflação total e das exaustões. Capelas e processos podem exigir reposição além de um critério de ocupação.
A Portaria 3.523/1998 apresenta um critério de renovação para seu contexto. Isso não deve virar uma receita única para qualquer sala, especialmente quando há requisitos próprios de tratamento de ar. As premissas utilizadas precisam estar documentadas e reconciliadas com as referências aplicáveis ao projeto.
Incluir a carga de umidade
Ar exterior exige capacidade sensível e latente. Em clima úmido, a condição mais difícil para desumidificação pode ocorrer fora do pico de temperatura. O dimensionamento deve avaliar temperatura, umidade e operação em baixa carga; não basta acrescentar uma potência por pessoa à seleção.
Um sistema dedicado de tratamento de ar exterior pode integrar a solução, mas depende de seleção de serpentinas, vazões e controle. Introduzir ar úmido no retorno de uma unidade sem verificar sua capacidade e seus limites não comprova que a renovação será adequadamente tratada.
Entregar vazão e comprovar seu funcionamento
Tomada, filtros, ventilador, dutos e terminais devem ser selecionados para a resistência real da rede. A vazão nominal do ventilador não garante a vazão final. Também é necessário verificar o destino do ar retirado, ruído, manutenção e compatibilidade com a pressão dos ambientes.
O TAB mede a vazão efetiva nas condições de operação. CO₂ pode apoiar a análise em espaços ocupados, mas não substitui a medição nem prova qualidade global do ar. Após mudanças de ocupação, filtros ou rede, deve-se avaliar se o sistema continua atendendo às premissas adotadas.

